terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

35 anos do Partido dos Trabalhadores

Lélia Abramo, Sérgio Buarque de Holanda, Olívio Dutra, Lula e Jacó Bittar

“Neutro é quem já decidiu pelo mais forte” Max Weber

Como eu não costumo acreditar em neutralidades, já inicio este texto deixando claro quais são as minhas preferências. Tenho posição política de esquerda. Não acredito no capitalismo como uma saída para qualquer tipo de crise, nem mesmo vejo o neoliberalismo e o seu conceito de livre concorrência e meritocracia como posição política ideal.

Acredito que o Estado deve ter suas funções estendidas a todas as pessoas e não somente a uma parcela mínima da população. Acredito que o Estado não pode se eximir das funções de regulação do mercado. E, também, acredito que o Estado deve ser um propulsor de justiça social, para que uns não tenham melhores condições de acesso a qualquer bem, do que outros.

Por isso, no início do ano de 2006, com 16 anos, encaminhei a minha ficha de filiação ao PT, logo após fazer o meu título de eleitor (minha ficha só passou pelo Diretório Municipal em 2007). Muitos eram os sonhos que me impulsionavam. Lembro que quando assinei a ficha me enchi de orgulho e vontade de participar daqueles atos históricos em defesa da democracia e dos trabalhadores que até hoje emocionam muita gente.

Também lembro que, já no segundo mandato do presidente Lula, o sonho maior era continuar transformando o Brasil. Mudar realidades sociais que eu ouvia falar na televisão desde criança, nas conversas na barbearia do meu avô, nas aulas de geografia... Etc.

Hoje, ainda com orgulho e cada vez com mais sonhos, o partido que eu escolhi me filiar está completando 35 anos. No dia 10 de fevereiro de 1985, militantes desse partido que estava prestes a iniciar se reuniram no Colégio Nossa Senhora de Sion, em São Paulo, e fundaram o Partido dos Trabalhadores. Entre eles estavam Olívio Dutra, Lula, Sérgio Buarque de Holanda, Lélia Abramo, entre tantos outros que sonhavam um país melhor para todas as pessoas. Entre eles estavam também o sonho daqueles que chegariam, como eu, para continuar lutando por um novo Brasil.

Com o passar dos anos, alguns erros foram cometidos por algumas pessoas. E isso acontece em toda e qualquer instituição, sejam elas partidos, igrejas e, até mesmo, nas famílias. Mas, nada disso pode apagar as tantas lutas que foram travadas e as tantas conquistas proporcionadas pelos nossos governos.

Milhões de pessoas saíram da miséria. Inúmeros jovens fizeram ou estão fazendo a sua faculdade pelo PROUNI. O Bolsa Família modificou toda a cadeia de distribuição de renda no país. O salário mínimo passou a ser supervalorizado. O Ciências Sem Fronteira garantiu aos filhos de famílias pobres o sonho de estudar no exterior. O Luz para Todos levou energia elétrica aonde não tinha, em pleno século XXI. As políticas de fortalecimento do campo fizeram com que as famílias não precisassem mais abandonar as suas terras em busca de emprego nos centros urbanos. A política de empregos, que fez com que o Brasil, na contramão do mundo que desemprega, tivesse a menor taxa de desemprego na sua história, de acordo com o IBGE.

Hoje, ao completar 35 anos, além da festa cabe a reflexão. Aonde queremos chegar? Como queremos que a história se remeta a nós daqui há 20, 30, 40 anos? Quais os legados queremos deixar? Acredito que tenha chegado a hora de o PT pensar o seu futuro. E, por que não, repensar a sua história?!


Ainda me orgulho de ter meu nome inscrito nessa estrela!

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