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| Lélia Abramo, Sérgio Buarque de Holanda, Olívio Dutra, Lula e Jacó Bittar |
“Neutro
é quem já decidiu pelo mais forte” Max Weber
Como eu não costumo acreditar em
neutralidades, já inicio este texto deixando claro quais são as minhas preferências.
Tenho posição política de esquerda. Não acredito no capitalismo como uma saída
para qualquer tipo de crise, nem mesmo vejo o neoliberalismo e o seu conceito
de livre concorrência e meritocracia como posição política ideal.
Acredito que o Estado deve ter suas funções
estendidas a todas as pessoas e não somente a uma parcela mínima da população.
Acredito que o Estado não pode se eximir das funções de regulação do mercado.
E, também, acredito que o Estado deve ser um propulsor de justiça social, para
que uns não tenham melhores condições de acesso a qualquer bem, do que outros.
Por isso, no início do ano de 2006, com 16
anos, encaminhei a minha ficha de filiação ao PT, logo após fazer o meu título
de eleitor (minha ficha só passou pelo Diretório Municipal em 2007). Muitos
eram os sonhos que me impulsionavam. Lembro que quando assinei a ficha me enchi
de orgulho e vontade de participar daqueles atos históricos em defesa da
democracia e dos trabalhadores que até hoje emocionam muita gente.
Também lembro que, já no segundo mandato do
presidente Lula, o sonho maior era continuar transformando o Brasil. Mudar
realidades sociais que eu ouvia falar na televisão desde criança, nas conversas na
barbearia do meu avô, nas aulas de geografia... Etc.
Hoje, ainda com orgulho e cada vez com mais
sonhos, o partido que eu escolhi me filiar está completando 35 anos. No dia 10
de fevereiro de 1985, militantes desse partido que estava prestes a iniciar se
reuniram no Colégio Nossa Senhora de Sion, em São Paulo, e fundaram o Partido dos
Trabalhadores. Entre eles estavam Olívio Dutra, Lula, Sérgio Buarque de
Holanda, Lélia Abramo, entre tantos outros que sonhavam um país melhor para
todas as pessoas. Entre eles estavam também o sonho daqueles que chegariam,
como eu, para continuar lutando por um novo Brasil.
Com o passar dos anos, alguns erros foram cometidos
por algumas pessoas. E isso acontece em toda e qualquer instituição, sejam elas
partidos, igrejas e, até mesmo, nas famílias. Mas, nada disso pode apagar as
tantas lutas que foram travadas e as tantas conquistas proporcionadas pelos
nossos governos.
Milhões de pessoas saíram da miséria.
Inúmeros jovens fizeram ou estão fazendo a sua faculdade pelo PROUNI. O Bolsa
Família modificou toda a cadeia de distribuição de renda no país. O salário
mínimo passou a ser supervalorizado. O Ciências Sem Fronteira garantiu aos
filhos de famílias pobres o sonho de estudar no exterior. O Luz para Todos
levou energia elétrica aonde não tinha, em pleno século XXI. As políticas de
fortalecimento do campo fizeram com que as famílias não precisassem mais
abandonar as suas terras em busca de emprego nos centros urbanos. A política de
empregos, que fez com que o Brasil, na contramão do mundo que desemprega,
tivesse a menor taxa de desemprego na sua história, de acordo com o IBGE.
Hoje, ao completar 35 anos, além da festa
cabe a reflexão. Aonde queremos chegar? Como queremos que a história se remeta
a nós daqui há 20, 30, 40 anos? Quais os legados queremos deixar? Acredito que tenha
chegado a hora de o PT pensar o seu futuro. E, por que não, repensar a sua
história?!
Ainda me orgulho de ter meu nome inscrito
nessa estrela!

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