terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O próximo passo do golpe. Ou, cuidado com a Globo!



O golpe de Estado acontecido no Brasil no ano de 2016 ainda é de complexa compreensão, sobretudo na busca de analisar o seu processo inicial.

Eu, de pronto, afirmo, não estou entre aqueles que acredita que o processo embrionário do golpe se deu nas chamadas “jornadas de julho de 2013”. No entanto, acredito que o desenrolar daquelas manifestações levou o Brasil para o caminho do qual nos encontramos hoje. Ou seja, penso, exatamente, que as manifestações daquele período iniciaram com uma pauta legítima e municipalizada: o preço da tarifa do transporte público. Em seguida, se tornou uma pauta da esfera estadual: a força repressiva do aparato estatal. Por fim, alcançou o governo federal: avanço e humanização das políticas públicas. A presidenta Dilma, ao identificar isso, lançou quatro medidas que vinham ao encontro do desejo dos manifestantes, entre elas estavam o lançamento do Programa Mais Médicos e a abertura de uma Constituinte exclusiva para a Reforma Política. No entanto, o PT não soube se posicionar. Inicialmente, o então presidente do partido, Rui Falcão, lançou Nota Pública convocando o partido às ruas para fazer a disputa do movimento. Em seguida, o partido se retirou desse processo buscando alguma forma de defesa das políticas até então já implementadas pelos seus governos na esfera federal.

domingo, 13 de janeiro de 2019

O PT e a Geni


O grande artista Chico Buarque de Hollanda, que dispensa comentários e apresentações, compôs a célebre canção “Geni e o Zepelim”, que fez parte do musical Ópera do Malandro lançado no ano de 1978. Nessa canção, Chico retrata a história de uma mulher que constantemente é atacada pelos moradores da cidade em que vive, até o dia em que, para não sucumbirem ao ódio do comandante do Zepelim, fazem dessa mesma Geni uma mulher adorável e necessária. No entanto, o refrão, “joga pedra na Geni”, mesmo depois do obsequioso trabalho feito pela outrora reverenciada mulher, retrata toda a convulsão de uma sociedade moralista e hipócrita que agride àqueles pelos quais não podem mais se valer de algum favor intencional.

É bem verdade que, na música, Geni nunca fora bem aceita pelas pessoas da sua região. Crianças, idosos, as tais pessoas de bem, viviam repetindo injúrias e ataques a ela e a sua honra. Entretando, Geni foi necessária em um determinado momento e, por ser necessária, recebeu, de todas as pessoas, ótimas promessas e o que lhe parecia ser ainda melhor, o respeito e a dignidade.