Confira o vídeo com a chamada para a VII Conferência Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Conferência Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul
Confira o vídeo com a chamada para a VII Conferência Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Selo Mãos Dadas - Todos Contra o Trabalho Infantil
Ainda tem tempo! O prazo para os órgãos públicos, organizações privadas com fins lucrativos e organizações privadas sem fins lucrativos participarem do projeto foi prorrogado para até o dia 30 de junho.
Entre os dias 01 e 08 de julho, é o novo prazo para as instituições apresentarem as ações realizadas ao Conselho Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul.
Conheça o projeto e participe!
CONSELHO
MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – COMAS
SECRETARIA
MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL
MUNICÍPIO
DE SAPUCAIA DO SUL
RESOLUÇÃO
05/2015
O
CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE SAPUCAIA DO SUL – COMAS, em
Reunião Plenária realizada no dia 23 de abril de 2015, observando o disposto no
artigo 2º, incisos VIII e XIV, da Lei Municipal 3.183 de 15 de janeiro de 2010,
Considerando que
o dia 12 de junho é reconhecido como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho
Infantil, pois marca a luta pelos direitos das crianças e adolescentes desde
2002, em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho.
Considerando
a
relevância do tema tratado e a luta pela garantia de proteção integral às
crianças e aos adolescentes.
Considerando a
importância da articulação da Rede de Proteção da Criança e do Adolescente, no
âmbito do Sistema Único de Assistência Social – SUAS.
RESOLVE:
Art.
1º - Instituir, no Município de Sapucaia do Sul, o Selo Mãos Dadas – Todos Contra o Trabalho
Infantil, que será emitido pelo Conselho Municipal de Assistência Social de
Sapucaia do Sul.
Art.
2º - Para os efeitos desta Resolução, compreender-se-á como
trabalho infantil toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes
abaixo da idade mínima legal, conforme exposto no Art. 7º, XXXIII, da
Constituição Federal.
Selo
Mãos Dadas – Todos Contra o Trabalho Infantil
Seção
I
Objetivos
do Selo
Art.
3º - A criação do Selo Mãos
Dadas – Todos Contra o Trabalho Infantil tem por objetivo:
I.
Mobilizar toda a comunidade de Sapucaia do
Sul para o enfrentamento a todas as formas de trabalho infantil;
II.
Fortalecer, no âmbito do SUAS, toda a Rede de
Proteção da Criança e do Adolescente;
III.
Incentivar uma cultura proteção e garantia de
direitos;
IV.
Estimular os três setores da sociedade a
lutar por uma cidade livre do trabalho infantil;
V.
Melhorar a qualidade de vida da população
Sapucaiense, sobretudo das crianças e adolescentes.
Seção
II
Dos
Participantes
Art.
4º - Poderão participar:
I.
Órgãos públicos: Secretarias, fundações e
autarquias, municipais, estaduais ou federais, varas do poder judiciário,
câmara de vereadores do município;
II.
Organizações privadas com fins lucrativos: Empresas
de micro, pequeno, médio e grande porte e empreendedor individual;
III.
Organizações privadas sem fins lucrativos:
Associações, institutos, fundações, clubes e cooperativas.
Seção
III
Da
obtenção do Selo
Art.
5º - O Selo Mãos Dadas
– Todos Contra o Trabalho Infantil será emitido a toda e qualquer
instituição, prevista no art. 4º desta Resolução, que, entre os dias 01 de
junho e 12 de junho de 2015, apresentem investimentos internos e externos
contra o trabalho infantil em Sapucaia do Sul.
Art.
6º -
Entre os dias 15 de junho e 23 de junho de 2015, a instituição deverá
apresentar ao Conselho Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul as
ações que foram realizadas por meio de relatório escrito e, preferencialmente,
com fotos.
Art.
7º - O Conselho Municipal de Assistência Social reunir-se-á,
extraordinariamente, no dia 25 de junho, para avaliar os relatórios das
instituições que solicitarem o Selo.
Art.
8º - A instituição que solicitar e receber o Selo Mãos Dadas – Todos Contra o Trabalho Infantil,
terá caráter de reconhecimento público relevante para a Cidade de Sapucaia do
Sul.
Seção
IV
Da
validade do Selo e dos Casos Omissos
Art.
9º - O Selo Mãos Dadas
– Todos Contra o Trabalho Infantil expedido no ano de 2015 terá validade
entre os meses de julho de 2015 a julho de 2016.
Art.
10 - Os casos omissão serão resolvidos pelo Conselho Municipal
de Assistência Social de Sapucaia do Sul.
Sapucaia do Sul, 23 de abril de 2015.
Paulo
dos Santos
Presidente
– Conselho Municipal de Assistência Social
Lançamento do Selo Mãos Dadas - Todos Contra o Trabalho Infantil
No dia 12 de junho, Dia de Combate ao Trabalho Infantil, o Conselho Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul fez o lançamento do Selo Mãos Dadas - Todos Contra o Trabalho Infantil.
Queremos agradecer ao Jornal Líder do Vale e Jornal do Comércio pela repercussão. E à Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Sapucaia do Sul, só temos a agradecer pela parceria! O envolvimento deve ser de todos nós!
- Jornal Líder do Vale
- Jornal do Comércio
- Prefeitura Municipal de Sapucaia do Sul
Segue a notícia na íntegra:
Notícias
Lançamento de selo
marca o Dia do Combate ao Trabalho Infantil em Sapucaia do Sul
Mobilizar a comunidade sapucaiense no combate ao trabalho infantil. Com
este objetivo, a Prefeitura de Sapucaia do Sul, através do Conselho Municipal
de Assistência Social de Sapucaia do Sul – COMAS e da Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Social, lançou na tarde desta sexta-feira, 12 de junho, Dia
Mundial do Combate ao Trabalho Infantil, o selo digital Mãos Dadas –
Todos Contra o Trabalho Infantil. A cerimônia ocorreu no Auditório da
Prefeitura.
O selo será concedido a empresas, empreendedores individuais,
organizações não governamentais (Ongs) e órgão públicos, que desenvolverem, até
30 de junho, alguma ação contra o trabalho infantil. O prefeito Vilmar Ballin
disse ser fundamental o envolvimento da sociedade na luta contra o trabalho
infantil. “Infelizmente o trabalho infantil é uma realidade, e não podemos
fechar os olhos para ela. E para combater este problema, é preciso unir forças.
Poder público, conselhos municipais, empresas, entidades e demais comunidade,
devem lutar juntos pelo fim do trabalho infantil”, falou.
O presidente do COMAS, Paulo dos Santos, enfatizou que trabalho infantil
também é o doméstico, realizado em casa. “Muitas crianças não tem seu tempo de
estudo e lazer resguardado, porque quando chegam da escola, precisam realizar
trabalhos domésticos, assumindo funções e obrigações que não condizem com sua
idade. Está na Constituição, artigo 227, que é dever da família, da sociedade e
do Estado, garantir com absoluta prioridade os direitos básicos da criança e do
adolescente, como educação, lazer, dignidade e respeito”. Santos também
destacou que a criança e o adolescente é o único segmento social que tem esta
prioridade constitucional.
A iniciativa do conselho na criação do selo foi elogiada pela secretária
municipal de Desenvolvimento Social, Raquel Moraes da Silva. “Estamos juntos,
engajados nesta luta, pois lugar de criança é na escola”, falou. Também estavam
presentes no evento o secretário municipal de Direitos Humanos, Adilpio Zandonai;
e o vice-presidente do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do
Adolescente – COMDICA, Marcelo Monfrini Couto.
As empresas ou entidades participantes do concurso deverão encaminhar ao
COMAS um relatório com foto, descrevendo a ação realizada ao longo deste mês,
de 1º a 8 de julho. O material pode ser enviado para o e-mail comas@sapucaiadosul.rs.gov.br,
ou entregue na sede do Conselho, na Rua Valter Neves, nº38, Cohab Casas, das
12h15min às 18h15min. No dia 25 junho, os relatórios serão avaliados pelos
conselheiros, e os ganhadores do selo comunicados. Mais informações pelos
telefones 3451-5793 e 92379051.
Comunicação Social PMSS
Acesse: http://www.sapucaiadosul.rs.gov.br/lancamento-de-selo-marca-o-dia-do-combate-ao-trabalho-infantil-em-sapucaia-do-sul/
quarta-feira, 6 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
Você sabe o que é trabalho infantil?
O Conselho Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul - COMAS - lançou o Projeto Selo Mãos Dadas - Todos Contra o Trabalho Infantil.
Agora, em conjunto com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente - COMDICA - e as secretarias municipais de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, está trazendo para todos os núcleos da comunidade sapucaiense esse importante debate.
Somos todos contra o trabalho infantil!
E você? Sabe o que é trabalho infantil?
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Selo Mãos Dadas,
Trabalho Infantil
Selo Mãos Dadas - Todos Contra o Trabalho Infantil
No dia 23 de abril de 2015, o Conselho Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul - COMAS - aprovou a criação do Projeto Selo Mãos Dadas - Todos Contra o Trabalho Infantil.
O objetivo desse projeto é envolver toda a comunidade de Sapucaia do Sul nesse importante debate sobre a garantia e a proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes.
Não conhece o projeto? Está aqui!
Vem participar com a gente!
CONSELHO
MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – COMAS
SECRETARIA
MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL
MUNICÍPIO
DE SAPUCAIA DO SUL
RESOLUÇÃO
05/2015
O
CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE SAPUCAIA DO SUL – COMAS, em
Reunião Plenária realizada no dia 23 de abril de 2015, observando o disposto no
artigo 2º, incisos VIII e XIV, da Lei Municipal 3.183 de 15 de janeiro de 2010,
Considerando que
o dia 12 de junho é reconhecido como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho
Infantil, pois marca a luta pelos direitos das crianças e adolescentes desde
2002, em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho.
Considerando
a
relevância do tema tratado e a luta pela garantia de proteção integral às
crianças e aos adolescentes.
Considerando a
importância da articulação da Rede de Proteção da Criança e do Adolescente, no
âmbito do Sistema Único de Assistência Social – SUAS.
RESOLVE:
Art.
1º - Instituir, no Município de Sapucaia do Sul, o Selo Mãos Dadas – Todos Contra o Trabalho
Infantil, que será emitido pelo Conselho Municipal de Assistência Social de
Sapucaia do Sul.
Art.
2º - Para os efeitos desta Resolução, compreender-se-á como
trabalho infantil toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes
abaixo da idade mínima legal, conforme exposto no Art. 7º, XXXIII, da
Constituição Federal.
Selo
Mãos Dadas – Todos Contra o Trabalho Infantil
Seção
I
Objetivos
do Selo
Art.
3º - A criação do Selo Mãos
Dadas – Todos Contra o Trabalho Infantil tem por objetivo:
I.
Mobilizar toda a comunidade de Sapucaia do
Sul para o enfrentamento a todas as formas de trabalho infantil;
II.
Fortalecer, no âmbito do SUAS, toda a Rede de
Proteção da Criança e do Adolescente;
III.
Incentivar uma cultura proteção e garantia de
direitos;
IV.
Estimular os três setores da sociedade a
lutar por uma cidade livre do trabalho infantil;
V.
Melhorar a qualidade de vida da população
Sapucaiense, sobretudo das crianças e adolescentes.
Seção
II
Dos
Participantes
Art.
4º - Poderão participar:
I.
Órgãos públicos: Secretarias, fundações e
autarquias, municipais, estaduais ou federais, varas do poder judiciário,
câmara de vereadores do município;
II.
Organizações privadas com fins lucrativos: Empresas
de micro, pequeno, médio e grande porte e empreendedor individual;
III.
Organizações privadas sem fins lucrativos:
Associações, institutos, fundações, clubes e cooperativas.
Seção
III
Da
obtenção do Selo
Art.
5º - O Selo Mãos Dadas
– Todos Contra o Trabalho Infantil será emitido a toda e qualquer
instituição, prevista no art. 4º desta Resolução, que, entre os dias 01 de
junho e 12 de junho de 2015, apresentem investimentos internos e externos
contra o trabalho infantil em Sapucaia do Sul.
Art.
6º -
Entre os dias 15 de junho e 23 de junho de 2015, a instituição deverá
apresentar ao Conselho Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul as
ações que foram realizadas por meio de relatório escrito e, preferencialmente,
com fotos.
Art.
7º - O Conselho Municipal de Assistência Social reunir-se-á,
extraordinariamente, no dia 25 de junho, para avaliar os relatórios das
instituições que solicitarem o Selo.
Art.
8º - A instituição que solicitar e receber o Selo Mãos Dadas – Todos Contra o Trabalho Infantil,
terá caráter de reconhecimento público relevante para a Cidade de Sapucaia do
Sul.
Seção
IV
Da
validade do Selo e dos Casos Omissos
Art.
9º - O Selo Mãos Dadas
– Todos Contra o Trabalho Infantil expedido no ano de 2015 terá validade
entre os meses de julho de 2015 a julho de 2016.
Art.
10 - Os casos omissão serão resolvidos pelo Conselho Municipal
de Assistência Social de Sapucaia do Sul.
Sapucaia do Sul, 23 de abril de 2015.
Paulo
dos Santos
Presidente
– Conselho Municipal de Assistência Social
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Sobre a Reunião Ampliada do Conselho Nacional de Assistência Social
Ainda
no mês de março, o Conselho Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul,
aprovou que seu presidente, Paulo dos Santos, deveria representar o Conselho
Municipal na Reunião Ampliada do Conselho Nacional, que aconteceria no dia 16
de abril, em Brasília.
A
pauta da reunião era bem definida: as Conferências!
Neste
ano, em todo o território nacional acontecerão Conferências Municipais, Estaduais
e Nacional da Assistência Social. Essas Conferências terão como tema: “Consolidar o SUAS de vez rumo a 2026”; e lema: “Pacto Republicano no SUAS rumo a 2026: O SUAS que temos e o SUAS que
queremos”.
O
que o Conselho Nacional quer dizer com isso? Durante as Conferências de 2015,
será realizada a criação de um Plano Decenal (2016-2026) da Assistência Social a
nível municipal, estadual e federal. Será um árduo e importante trabalho.
Para isso, era necessário se
fazer um balanço do Plano Decenal ainda em vigor (2005-2015), tarefa que coube
ao Conselho Nacional de Assistência Social e ao Ministério do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome, na Reunião Ampliada. Nesse balanço, podemos visualizar
que o Governo Federal, ao longo desses 10 anos, praticamente cumpriu todas as
metas do Plano. Só não foram cumpridas aquelas que, com a estruturação da
Assistência Social como Sistema Único de Política Pública, deixaram de fazer
parte da pasta da Assistência Social.
![]() |
| Da esquerda para a direita: Edivaldo da Silva Ramos, Presidente CNAS; Tereza Campello, Ministra de Desenvolvimento Social; Ieda Castro, Secretária Nacional de Assistência Social |
A tarefa, a partir de agora,
é acentuar a mobilização nos municípios, a fim de construirmos um novo Plano,
explicitando aquilo que queremos, que esperamos, como base para os próximos 10
anos.
É preciso lutarmos para
ampliarmos os direitos de todas as pessoas. Consolidarmos de vez uma cultura de
empoderamento popular por meio de uma ampla garantia de direitos.
Essa é a minha luta!
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participação popular,
sapucaia do sul
Conselho Municipal de Assistência Social de Sapucaia do Sul inicia processo de capacitação
Este blog não tem o intuito
de ser jornalístico. Nosso interesse, é escrever sobre assuntos importantes
relacionados a direitos humanos, democracia participativa e democratização dos
espaços.
Mas é importante ressaltarmos
esse importante passo que está sendo dado pelo Conselho Municipal de
Assistência Social de Sapucaia do Sul – COMAS. Os conselheiros, no intuito de
melhorar cada vez mais a sua atuação em relação ao trabalho tão importante que
lhes foi conferida, aprovou, no início deste ano, um processo de capacitação
para os conselheiros.
Temas importantes sobre o
Sistema Único de Assistência Social, sua forma de organização e pactuação serão
tratados em uma carga horária de 6h. E o primeiro passo já foi dado.
No
dia 9 de abril, o Conselho Estadual de Assistência Social foi representado
pelos conselheiros Mara Maria Valandro e Marcelo da Silva que expuseram o
painel “SUAS – sua estrutação e a
localização do Conselho Municipal de Assistência Social na tarefa do Controle
Social.” O objetivo do COMAS, nesse painel, era buscar uma melhor
compreensão do Sistema Único de Assistência Social e o papel do Conselho na
estruturação deste sistema.
Foi
uma tarde muito proveitosa, de um aprendizado único!
Em
junho, o Conselho tratará sobre a operacionalização do SUAS, sobre as suas
divisões em Proteção Básica e Proteção Especial. O processo de capacitação
termina no mês de agosto quando for realizado o terceiro painel que tratará sobre o financiamento da política de assistência
social.
sábado, 18 de abril de 2015
Muito além de uma questão de opinião
Não
costumo ler o jornal Zero Hora, apenas, de vez em quando, leio alguns artigos
que aparecem na minha “linha do tempo” do facebook. Só! Isso não significa que
eu não leia jornais e revistas, muito pelo contrário, a questão é que eu filtro
onde ler e o que ler. E a Zero Hora, com os seus “singelos” toques ideológicos,
não se coaduna com o que eu espero de uma imprensa comprometida com a tarefa
ética de informar.
Ultimamente,
tenho percebido um aumento constante de participações de um de seus colunistas
no embate, não contra o governo federal apenas, mas contra o Partido dos
Trabalhadores. Tenho visto (já bem disse onde e como) algumas frases soltas
desse jornalista, quase que diariamente, atacando, com cada vez mais vontade, o
PT e seus quadros políticos, em especial Lula e Dilma.
Hoje
me rendi e acabei lendo um de seus textos. O título é muito sugestivo, “o
melhor que foi feito foi o pior.” Exatamente, assim mesmo! E a cada linha, a cada
novo argumento, novo exemplo, eu me deparava com um jornalista/cronista à beira
de um ataque de nervos.
Ao
iniciar, ele tenta nos resgatar pelo coração e pela racionalidade. Queremos
fazer o melhor para os nossos filhos (ponto pacífico), mas, muitas vezes, não
nos damos conta da “complexidade” – e ele utiliza exatamente essa palavra – que
é a tarefa de fazer o melhor e, ao mesmo tempo, criar regras para que o empenho
desprendido não seja em vão e, com isso, acabar nos causando prejuízos futuros.
Muito
bem até aqui! Então o texto, que se inicia com esse drama familiar, se volta
contra o PT (sim! Exatamente contra o PT!). Uma primeira pergunta que, de
imediato, somos acometidos: qual a culpa que o PT tem na educação familiar do
filho do jornalista? Nenhuma! Afinal o texto nem quer tratar disso!
A
vontade do jornalista/cronista é, como já de costume, atacar o Partido dos
Trabalhadores. Então lá vai...
Segundo
ele, a melhor coisa que o PT fez em todos os anos de governo foi dar mais
facilidade às condições de acesso ao ensino superior. E sentencia: “mas não foi
a coisa certa.” Algumas breves questões aqui, para esse cidadão que escreve
diariamente em um dos jornais de maior circulação da região sul do país, que
tem como donos uma família que manda na comunicação no estado do Rio Grande do
Sul, a retirada de mais de 20 milhões de brasileiros da miséria passa
desapercebida ante aos seus olhos, bem como a criação de mais de 5 milhões de
empregos só no primeiro governo Dilma. Além disso, sem se ater as “complexidades”,
expressão utilizada pelo próprio autor, ele afirma categoricamente, determina,
julga, sentencia, que o PT não fez a coisa certa. Sem dar ao partido a mínima
condição de defesa, o jornalista/cronista, tal qual um juiz, condena, mas, sem
observar as práticas judiciais, não dá ao outro lado a condição ao debate de
ampla defesa.
Condenados,
o PT e o governo federal devem levar a “culpa” por terem facilitado o acesso de
pessoas ao ensino superior que antes nem podiam sonhar com uma faculdade. Condenados,
PT e governo federal carregam o peso de terem feito com que as universidades se
pintassem com as cores do Brasil. Condenados, PT e governo federal devem sofrer
as consequências de terem rompido com a lógica de que a filha da empregada
doméstica também deva ser doméstica, de que o filho do mecânico outra coisa não
será senão mecânico.
Claro
que ele coloca algo importante a ser pensado, cada vez mais parece estar
diminuindo a qualidade do ensino básico. E logo ele coloca a culpa em quem? No
PT, é claro! Mas o jornalista não leva a sério, e não quer levar, toda a
legislação da educação básica que organiza as competências do ensino básico.
Esse
jornalista sequer deva ter lido a Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996 que diz:
“Art.
10º - Os Estados incumbir-se-ão de:
...
VI
– assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio.”
E
também:
“Art.
11 – Os Municípios incumbir-se-ão de:
...
V
– oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o
ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente
quando estiverem atendidas plenamente as necessidade de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais
mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do
ensino.” (grifo nosso).
A
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional deixa claro quais são as
competências de cada ente da federação, mas parece que o jornalista não quer
saber disso e vai logo jogando a culpa da queda no rendimento da educação básica
na conta do PT. Claro que o governo federal também deve fazer os seus
investimentos nessas áreas, mas a tarefa principal de controlar, melhorar,
qualificar, está fora de seu alcance, essas são políticas locais.
E
então vem a pérola: “Com boas escolas públicas, o país não precisa de cotas,
porque negros e pobres terão as mesmas chances que brancos e ricos.” Mais uma
vez ele foge da complexidade cujo qual se propunha a analisar. Por melhor que
seja a escola pública, por mais bem equipada que ela esteja, a educação não
consegue, sozinha, vencer as barreiras sociais e econômicas de um país.
Alegar
que um negro pobre terá as mesmas condições de um branco rico para entrar na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS -, por exemplo, é defender o
princípio da meritocracia, sem levar em consideração os obstáculos sociais que
o segundo não terá se comparado com o primeiro, por mais que ambos estejam na
mesma escola pública.
Enquanto
o branco rico, ao chegar em casa, terá todo um capital cultural a sua
disposição, o negro pobre mal terá tempo para fazer as suas tarefas de casa.
Enquanto o branco rico, ao chegar em casa, terá todas as próximas refeições
garantidas, o negro pobre pode ser que tenha feito a sua última refeição
reforçada do dia ainda na escola. Enquanto o branco rico, ao chegar em casa, terá
o acesso a internet liberada para pesquisas, trabalhos e lazer, o negro pobre
vai acabar utilizando um atlas antigo para resolver os trabalhos de geografia.
Por
melhor que seja a educação básica, ela só terá força de mudar os rumos da sociedade
se vier acompanhada de mais políticas públicas, de mais direitos. Isso é tratar
de forma complexa o que de fato é complexo.
E
antes de encerrar, o jornalista ainda resolve comparar os governos do PT aos governos
ditatoriais do Brasil, dizendo que o governo fez escolhas populistas e, para
salvar-se a si mesmo, resolveu jogar as pessoas umas contra as outras com um
discurso ideológico, o qual classifica como “balela”.
Ora,
jornalista. Balela quem traz é o senhor. Não há como comparar um governo de um
regime de exceção a qualquer que seja o governo democrático eleito pelo voto
popular. Realmente, o Brasil é para todos os brasileiros, como bem dizes, mas
em uma sociedade injusta, desigual e, historicamente, irresponsável, cada
classe, inevitavelmente, terá de defender aquilo que julga por direito.
Ora,
jornalista. Balela é essa sua tentativa estapafúrdia de querer desqualificar a
esquerda e a sua ideologia. Imprimindo, às pessoas, exatamente aquilo que os
seus patrões mais prezam: o liberalismo meritocrático.
Ora,
jornalista. Esses constantes ataques ao PT e aos governos Dilma e Lula, ao qual
o senhor se presta, é muito além de uma questão de opinião, é ideologia pura!
Bibliografia:
Coimbra,
David. David Coimbra: o melhor que foi
feito foi o pior. Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/04/david-coimbra-o-melhor-que-foi-feito-foi-o-pior-4739357.html>
Acesso em: 17 de abr. de 2015.
Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>
Acesso em: 17 de abr. de 2015.
terça-feira, 31 de março de 2015
Protestos nacionais. Um olhar um pouco mais apurado.
Introdução
O ano de 2015 deu início ao segundo mandato
da Presidenta Dilma, o que não significa que ela tenha tomado posse com uma larga
aceitação nacional. O acirramento entre PT e PSDB, durante a eleição
presidencial, não cessou com a apuração dos votos, pelo contrário, as ruas
continuaram apresentando sinais visíveis do choque entre as duas legendas.
Além disso, alguns movimentos de lideranças
do PSDB, concomitante a arranjos, mal aceitos pela população, do governo que
por hora terminava, aliado, ainda, as divulgações seletivas da imprensa sobre a
operação Lava Jato, só fizeram insuflar ainda mais a disputa que estava longe
de acabar. Com isso, a insatisfação de uma massa passava a ganhar corpo e, até
mesmo, razões de ser.
Acreditamos que esses sejam alguns pontos
capazes de nos ajudar a montar um cenário que nos permita buscar uma
compreensão, de certa forma, inicial do que vem acontecendo.
Comparando
dados
No início da campanha eleitoral, no período do
surgimento da candidatura de Marina Silva, a presidenta Dilma Rousseff, então
candidata à reeleição, teve uma queda na aprovação do seu governo. Segundo o
instituto Data Folha, o governo Dilma era avaliado, por 32% da população com
idade eleitoral, como ótimo ou bom. Ainda segundo o Data Folha, a presidenta
fechou o período eleitoral com a mesma avaliação que fecharia o seu primeiro
mandato, 42% de ótimo ou bom.
42% como avaliação de ótimo ou bom, não é um
número baixo na avaliação. Mas, como bem disse o cientista político Alberto
Carlos Almeida, autor dos livros “A cabeça do brasileiro” e “A cabeça do
eleitor”, ao programa Manhattan Connection, da Globo News, é natural que, após
a eleição, o governo tenha uma queda na popularidade (assista ao vídeo aqui).
Durante o período eleitoral, por um pouco mais de 3 meses, ao considerarmos o
segundo turno, o governo está diariamente sendo apresentado às pessoas. O
governo está, durante esse período, constantemente sendo colocado à prova e
mostrando realizações. O governo se torna um ente presente na casa das pessoas.
Já, com o fim das eleições, o governo volta
as suas atividades normais. Sai da televisão e volta a construir a sua rotina,
com isso, aparentemente, “sai da vida” daqueles que, durante todo o processo
eleitoral, conviveram com os projetos e conquistas apresentados diretamente
pela “chefe” do governo. Sendo assim, de forma lógica, a avaliação do governo
passa a ter uma retração, diminui.
Agora, voltando aos dados do instituto Data
Folha, em fevereiro de 2015, dois meses após ter fechado o primeiro governo com
42% na avaliação de ótimo ou bom, o governo Dilma demonstra uma queda de 19% na
avaliação, chegando, assim, a taxa mais baixa de aprovação do seu governo – 23%
dos entrevistados consideram o governo Dilma ótimo ou bom.
A pergunta que podemos fazer aqui é: o que
leva o governo a ter uma queda tão acentuada num espaço de tempo de menos de dois
meses?
Vamos analisar os dados apresentados pelo
instituto Data Folha fazendo um cruzamento entre os meses que o governo
registra uma queda acentuada na sua avaliação, com o respectivo mês de
avaliação anterior.
Na tabela acima, podemos notar que, segundo
os dados apresentados pelas pesquisas, o governo Dilma chegou a ter boas taxas
de aprovação. Em maio de 2013, por exemplo, o governo chegou a ser considerado
ótimo ou bom para 57% dos entrevistados. Mas o que mais chama a atenção, é a
forma como o governo, na pesquisa imediatamente subsequente, tem uma queda tão
grande na sua aprovação.
Voltando a pesquisa de maio de 2013, mês imediatamente anterior às jornadas de junho de 2013[1] e comparando com o mês crítico – junho de 2013 – temos uma queda na taxa de ótimo ou bom de 27%.
Agora, quando comparamos os meses de dezembro
de 2014 – último mês do primeiro mandato da presidenta Dilma – e fevereiro de
2015 – primeira pesquisa realizada no novo governo pelo instituto Data Folha –
temos uma queda percentual de 19% na taxa de ótimo ou bom.
Estranhamente, um governo que não vinha mal avaliado, em apenas 1 mês se torna um grande problema para as pessoas. Estranhamente, boa parte daqueles que aprovavam o governo Dilma, de um mês a outro, passa a reprová-lo.
Não queremos aqui isentar o governo das suas
“culpas”, mas, também, precisamos fazer o exercício de trazer à tona um pouco
mais de complexidade para esse caso.
Não iremos (até porque não teremos tempo)
tratar de forma aprofundada as possíveis causas dessa queda abrupta nas taxas
de ótimo ou bom do governo Dilma. O que nos propomos a fazer é abrir um pouco
mais o leque para esse debate permitindo que novos pontos de vista sejam
apresentados e debatidos.
Possíveis
causas da queda
Como apresentado no vídeo acima, o cientista
político Alberto Carlos Almeida afirma que é normal que o governo diminua a sua
taxa de ótimo ou bom logo após a sua reeleição. Mas, em contrapartida, uma
queda de 19% é um tanto quanto exagerada se quisermos mantê-la a fim de dar
créditos à teoria já mencionada.
Isso não significa que podemos, ou que
devemos, rechaçá-la. Não! Muito provavelmente ela faça parte da uma provável
explicação a que nos propomos apresentar.
Mas, neste momento, queremos apresentar
alguns novos dados divulgados pelo Manchetômetro[2].
Na tabela acima, temos a comparação de
manchetes de jornais apresentadas pelo jornal televisivo de maior audiência no
Brasil, o Jornal Nacional da Rede Globo.
Segundo os pesquisadores da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), entre 28 de outubro de 2014 e 03 de janeiro
de 2015, o referido telejornal não apresentou nenhuma manchete favorável a
presidenta Dilma Rousseff, no período de 01 de fevereiro de 2015 à 07 de
fevereiro, a presidenta também não contou com nenhuma manchete positiva a seu
favor. E, entre 15 de março a 21 de março, a presidente teve apenas uma única
manchete positiva.
Ao contrário disso, duas manchetes negativas
povoaram o Jornal Nacional entre 28 de outubro de 2014 e 03 de janeiro de 2015.
Entre 01 de fevereiro a 7 de fevereiro de 2015, seis manchetes negativas à
presidenta Dilma Rousseff são apresentadas no telejornal – perfazendo uma média
de uma manchete negativa por edição. E entre 15 a 21 de março, há uma retração
para duas manchetes.
Nesse mesmo período, as manchetes neutras
oscilam entre nove, cinco e oito respectivamente.
Estamos apresentando aqui somente manchetes
relacionadas diretamente à figura da presidenta Dilma Rousseff que foram
noticiadas pelo Jornal Nacional. Não estamos apresentando as análises feitas
sobre as manchetes dos maiores jornais impressos de circulação nacional.
Sobre os dados das manchetes contrárias
apresentadas pelo Jornal Nacional sobre os partidos políticos, percebemos que o
PT é o partido que tem liderado a lista de manchetes contrárias (chegou a ter,
entre 01 de fevereiro de 2015 a 07 de fevereiro, doze manchetes negativas, um
total de duas manchetes por edição) enquanto o PSDB é o partido que está por
último nessa lista (oscilou várias semanas entre zero e uma manchete e, em
apenas uma única semana, alcançou cinco manchetes, teto máximo do PSDB).
Importante destacar que mesmo com o salto de
manchetes negativas apresentadas no Jornal Nacional sobre o PMDB e PSDB, o PT é
quem continua liderando a lista de manchetes negativas do maior telejornal do
Brasil.
Breves
conclusões
Depois de analisar os dados do instituto Data
Folha e do Manchetômetro, podemos destacar que, tanto a presidenta Dilma quanto
o seu partido, o PT, estão atravessando uma batalha muito forte de aceitação e
de comunicação.
Poderíamos inverter. Tanto Dilma, quanto o
PT, estão perdendo a batalha da comunicação, por isso a aceitação do governo e
do partido tem diminuído.
Dilma Rousseff tem sido constantemente
atacada em pleno horário nobre da televisão brasileira pelo âncora mais famoso
do Brasil, Willian Bonner, e não tem conseguido reagir a esses ataques. O PT,
da mesma forma.
Podemos aceitar a teoria do cientista
político Alberto Carlos Almeida de que após a reeleição todo governo tende a
diminuir a sua taxa de aceitação, mas não podemos negar que a constante
cobertura midiática que afronta diretamente a imagem da presidenta Dilma e do
seu partido, tem papel principal na derrubada das suas taxas de ótimo ou bom.
Como dissemos anteriormente, não podemos negar
o fato de que o governo tem, em grande parte, culpa ao editar Medidas
Provisórias impopulares, ao aumentar impostos, ao nomear um Ministro da Fazenda
com ideias contrárias à ideologia de esquerda, etc.. Mas, ao nosso
entendimento, nada disso teria ampla força para derrubar, em apenas um mês, as
taxas de aprovação do governo de forma tão abrupta quanto o ocorrido nessas
duas faixas da amostra (junho de 2013 e fevereiro de 2015).
Não nos pretendemos, aqui, encerrar o debate
com uma fórmula pronta, pelo contrário, com essas conclusões queremos dar
condições para que se possa fazer um profundo debate, inclusive sobre a
regulação econômica da imprensa, que é o que mais tem irritado os donos dos
grandes jornais do Brasil.
Bibliografia:
Manchetômetro.
Dilma Rousseff. Disponível em: <http://www.manchetometro.com.br/cobertura-2015/cobertura-2015-dilma-rousseff/>
Acesso em 30 de março de 2015.
Manchetômetro.
Partidos. Disponível em: <http://www.manchetometro.com.br/cobertura-2015/cobertura-2015-partidos/>
Acesso em 30 de março de 2015.
Data
Folha. Aprovação a governo Dilma
Rousseff cai, e reprovação a petista dispara. Disponível em: <http://datafolha.folha.uol.com.br/opiniaopublica/avaliacaodegoverno/presidente/dilma/indice-1.shtml>
Acesso em 30 de março de 2015.
[1]
Após protestos do Bloco de Lutas em Porto Alegre cobrando o passe livre nas
passagens de ônibus municipais, o movimento pela redução da passagem se torna
nacional com a adesão de vários jovens e movimentos sociais em todo o país. Além
disso, com a proximidade da Copa do Mundo, com a violação de direitos das
comunidades mais pobres muitas vezes ocorridas nas obras para o evento mundial,
e a forte repressão policial, acabam fazendo com que durante a realização da
Copa das Confederações no Brasil, aconteçam as chamadas Jornadas de Junho, que
ficou caracterizado por significativos protestos na luta por mais direitos.
[2]
Website de acompanhamento da cobertura midiática, organizado por cientistas
políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
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